Metodologia e fontes
O site reúne dados públicos de fontes primárias oficiais e faz sobre eles apenas aritmética verificável — soma, ordena e compara. Não interpreta, não pontua e não emite juízo. Cada número traz a fonte e a data de coleta.
Fontes primárias
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — Portal de Dados Abertos: patrimônio declarado à Justiça Eleitoral (bens autodeclarados no registro de candidatura), perfil da candidatura e fotos oficiais. Cada ficha traz a URL da base e a data de coleta de cada eleição.
Câmara dos Deputados — Portal de Dados Abertos (dadosabertos.camara.leg.br): rendimentos de mandato de quem exerce(u) mandato de deputado federal. Coletamos duas naturezas distintas:
- Subsídio (remuneração) — o salário mensal bruto do cargo, um valor oficial fixado em lei (Decreto Legislativo nº 172/2022 (PDL 471/2022)), registrado por mês. Não é inferido: vem de um arquivo de configuração versionado, com o valor, a norma e a data de consulta (2026-08-08).
- Cota parlamentar (reembolsos) — a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP): reembolso de despesas da atividade parlamentar, somado por mês e por rubrica (tipo de despesa), como consta na Câmara. É reembolso de despesas, não salário.
Subsídio e cota nunca são somados no mesmo total. São dinheiros de naturezas diferentes; juntá-los produziria um número sem significado. Na ficha eles aparecem sempre separados.
O que cada valor significa
O patrimônio declarado são bens autodeclarados pelos candidatos no registro da candidatura, em reais correntes de cada ano (nominais, sem correção monetária). Não é patrimônio líquido, renda nem “fortuna”. O subsídio é a remuneração mensal bruta do cargo. A cota parlamentar é o valor reembolsado de despesas — pode variar bastante de mês a mês e entre parlamentares.
Vínculo entre as bases
Para associar um deputado da Câmara à pessoa na base do TSE usamos o CPF (chave interna) quando disponível — vínculo de alta confiança. Quando o CPF não resolve, há um reforço conservador por nome (normalizado) e UF, aceito apenas quando a correspondência é única. Deputados não vinculados são contabilizados e não recebem ficha de rendimentos.
Cadência de coleta
A coleta é feita por lotes, por fonte e por ano, de forma idempotente (reprocessar um ano não duplica registros). As páginas do site são reconstruídas periodicamente. Cada registro guarda a URL da fonte e a data de coleta, exibidas junto ao dado.
Aritmética (sem float)
Todo dinheiro é tratado como número inteiro de centavos, e a formatação é feita por manipulação de texto — não há aritmética de ponto flutuante em nenhum ponto. Somas, médias (divisão inteira, trunca no centavo) e medianas usam aritmética inteira exata.
Limitações conhecidas
- O subsídio é o valor bruto do cargo: não desconta faltas, tributos ou meses de suplência, e pressupõe mandato ao longo do período — pode, portanto, superestimar o recebido por quem exerceu mandato parcial.
- A cota parlamentar reflete os documentos publicados pela Câmara; ajustes, glosas e ressarcimentos posteriores podem alterar valores.
- O patrimônio é autodeclarado e nominal (sem correção monetária); comparar anos exige levar isso em conta.
- O resultado e a situação de registro de cada candidatura vêm da base consulta_cand do TSE, que é um retrato daquele momento. Em candidaturas contestadas (indeferidas ou sub judice) esse valor pode divergir do resultado final de quem tomou posse — por isso a ficha mostra a situação de registro (ex.: INAPTO) ao lado do resultado. Não reinterpretamos: exibimos o que a base oficial registrou.
- Cobertura por marco: nem todos os anos/parlamentares estão carregados simultaneamente. A ausência de um dado é sempre rotulada “não coletado”, nunca preenchida com zero ou estimativa.
O que o site faz — e o que não faz
Soma, ordena e compara valores — aritmética verificável. Não interpreta, não pontua e não emite juízo: um valor alto ou baixo é apenas um número declarado ou oficial.
A pedido explícito, o site inclui algumas ordenações e agregações que, na prática, funcionam como rankings — mantidas com rotulagem honesta, sem “nota”, “score”, adjetivo ou manchete:
- ordenação por soma do patrimônio declarado (decrescente) em listas e tabelas;
- agregação por partido (soma · nº de candidaturas · média · mediana), em /eleicao, /partido e na home;
- seções de ranking e comparações entre eleições na home.
Somas por partido ou por estado acompanham o número de candidaturas e não representam “riqueza” do grupo.
Continuidade de sigla e base parcial
A sigla de partido muda no tempo (fusões e renomeações: PR→PL, PMDB→MDB…). Uma série por sigla não é necessariamente “o mesmo partido” ao longo dos anos; agrupamos estritamente pela sigla registrada, sem considerar federações/coligações. O ano de 2026 é uma base parcial (registro em curso), rotulada “parcial” onde aparece; suas somas ainda vão crescer. O ano de referência padrão é a eleição completa mais recente, nunca a parcial.
Privacidade e dados pessoais
O CPF é usado apenas internamente, como chave de vínculo entre bases (base legal de interesse legítimo restrito ao processamento interno, nos termos da LGPD). Nunca é exibido: não aparece na ficha, nas páginas de eleição/partido/estado, em imagens de compartilhamento nem em qualquer registro público.
Dados de terceiros em texto livre: as descrições de bens do TSE são reproduzidas literalmente da fonte oficial. Em alguns casos, o próprio declarante digitou, nesse texto livre, dados de terceiros (por exemplo, o CPF de uma contraparte de transação). Por isso, ao exibir ou exportar essas descrições — na ficha, na API e no arquivo CSV do conjunto de dados — mascaramos sequências com formato de CPF ou CNPJ (por exemplo, ***.***.***-**). O mascaramento é conservador: só afeta trechos claramente no formato de CPF/CNPJ e preserva o restante da descrição — inclusive valores — como consta na fonte. Os valores declarados dos bens não são alterados. O texto bruto é mantido apenas internamente, para fidelidade e auditoria; a redação ocorre somente na exibição/exportação. Isso é distinto do campo interno de CPF descrito acima, cuja regra de não exibição segue integralmente cumprida.
Fotos oficiais
As fotos oficiais dos candidatos vêm do TSE (Portal de Dados Abertos), sob licença Creative Commons Attribution (CC-BY 4.0). Cada ficha traz a URL de origem e a licença.